quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Eu sou um ditado impopular



Eu sou a mosca sem cavalo, sem bandido.
Sou o que rouba e não faz.
O que não mata e nem fortalece
Eu sou quem espera e nunca alcança.

Eu sou aquele que prefere dois pássaros voando.

Eu sou o cão que preza pelas ovelhas e
ainda assim não o querem por perto.
O meu mundo não dá voltas.
Depois da tempestade vem outra tempestade.

Em terra de cegos eu tenho os dois olhos
e o que faço é chorar.
Não importa quantas vezes eu aprenda a andar
de bicicleta. Eu sempre esqueço.
Um grande amor não tem cura. Nem tudo passa.


Eu sou o último que ainda será o último lugar.



3 comentários:

Atílio Alencar disse...

Tanta escrita assim neste blog me faz lembrar do ano de 2010.

Decadentíssimo disse...

Cara, coisa boa é um comentário aqui. Acho que isso, os blogs, ainda é de verdade.

Angelita W. disse...

Coisa bonita.