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Olhos tão perto dos olhos dela.
Tais grafistas incertos, os dedos
ébrios e lentos esperam na memória dos olhos
deixar a geometria silente dos detalhes.
- O resto do corpo
Só um corpo idoso flutuando
em calmas e mornas ondas d'água. -
São tantos os cheiros da vida,
tão rápidos os nossos sentidos,
Qual barreira? Qual passagem
Nos deixa jovens envelhecer sem medo?
Ah, devaneios e voltas...
Até que os olhos se escondam,
E de novo o sol revire a lua, a manhã,
o medo, e meus olhos nos teus
se esqueçam outra vez no tempo que passa.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Achado
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A chave do amor, e com ele a felicidade
Está em deixar-se, profundamente, enganar.
Em nada saber.
Apenas a hora
Em que mais não há.
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A chave do amor, e com ele a felicidade
Está em deixar-se, profundamente, enganar.
Em nada saber.
Apenas a hora
Em que mais não há.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Aos aflitos
Drummond, vê se me espera num futuro próximo
Não quero morrer, não, isso espere mais
De te ouvir falar do tempo e do amor é que tornei a escrever
Pés que se distraiam atentos aos dela,
Do cigarro, quase silêncio, se ouvia levemente a brasa
E do cinza, a chuva, recém nuvem, se ouvia chegar
Nos olhos que turvam sem dizer, carentes,
E Viam-se por dentro, cheios de carinho.
Dobrados ali, à distancia, mal-entendidos,
Cada destino aninhava-se
Nem quietos, nem seguros. Nem tímidos:
O que a graça de cada amante desenhava
Sobre a pele sempre amarrotada do outro. Onde toda
A infância é faminta e rápida. Onde o futuro reclama
Com força. E tudo é por um triz.
Desdenhavam e condensavam a passagem do Velho. Com a voz
Suave, de repente trêmula, explicavam o amor que não sabiam
Com lágrimas puras e remotas. Poderiam dizer mais, mas
Não caberiam no que tinham de dizer.
Cegos. Acordavam das mãos. Desmentiam-se
Nas entrelinhas. Corriam de suas ilhas. Se abatidos na
Tempestade do amor alheio, apressavam o retorno, infelizes.
Não havia saída. Senão amar-se. Senão findar-se.
Do ninho ao vento, sem saber voar.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Anos a fio
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teus olhos oceanos
tua boca instinto,
quando tudo olhos amantes
bastantes
são as janelas de vidro
foiceada à seda,
a margem dos dentes
ainda imagem,
arreda-se por lábios
senão o respiro
dos meus poros teus
como as ondas
retornam ao mar,
porque o sabem maior
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teus olhos oceanos
tua boca instinto,
quando tudo olhos amantes
bastantes
são as janelas de vidro
foiceada à seda,
a margem dos dentes
ainda imagem,
arreda-se por lábios
senão o respiro
dos meus poros teus
como as ondas
retornam ao mar,
porque o sabem maior
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