sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Quase silêncio

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Escorre ausente

lavor na alma da língua,
que chama, clama, 
reclama, emana     

Que foi cama
Morna d'água

Tormenta rasa no lençol da pele
Brisa leve, 
será agora augúrio?

Terra virgem,
rosa nuvem luminosa,
revés do calmo e grave negro do dia sem volta,
Volta!

Nos olhos de inseto, sob o furor do sol,
chora contra a lupa inseticida o que sei maior

Escorre ausente o verso,
o credo banido na rotina da máquina

Na sólida solidão desbastada,
a mão não acolhe o coração mole do vestígio,
nem de ouvido se afina o grito
do que era pleno, 

Hoje vazio
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terça-feira, 11 de outubro de 2011

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Banho-me no leito mais alvo e luminoso.
De uma desmulher a origem, um começo dos Mistérios.
Onde desocupei-me da traição
e pude dizer-me - Que é a inocência?
Tão vasta luz, tão meigo descanso.

Como tolos, nós, maupoetas!
seguindo o poema já perfeito -
as linhas arremessando-nos no intento atleta,
mas de fôlego lento, de repetir o verso
da Natureza completo.

Mas o atrevimento basta.
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Eu, Dela.

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Olhos tão perto dos olhos dela.

Tais grafistas incertos, os dedos
ébrios e lentos esperam na memória dos olhos
deixar a geometria silente dos detalhes.

- O resto do corpo
Só um corpo idoso flutuando
em calmas e mornas ondas d'água. -

São tantos os cheiros da vida,
tão rápidos os nossos sentidos,
Qual barreira? Qual passagem
Nos deixa jovens envelhecer sem medo?

Ah, devaneios e voltas...
Até que os olhos se escondam,
E de novo o sol revire a lua, a manhã,
o medo, e meus olhos nos teus
se esqueçam outra vez no tempo que passa.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Achado

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A chave do amor, e com ele a felicidade
Está em deixar-se, profundamente, enganar.
Em nada saber.
Apenas a hora
Em que mais não há.