segunda-feira, 8 de julho de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Outro Cummings Ar
É o amor que move
e remove a vida
é só o amor que mo(
ve)
rre
(movo-me para encontrar
a senha arqueológica e pinçar
a camada exata do teu perfume
sobre mim, movo-me cada vez mais.
fundo para tua luz)
É o amor que morre
e a vida são meus passos
na tua direção
É só
a vida o que há-de
mover
(amo-te para dizer como
quem volta a andar:
tocar a tua mão, encontr
a
- brigo -
r)
Quem morre é amor
Só o amor que
-ima -
vive
(vivo a chegar no teu colo
eliminando a lista ordinária
das coisas pra depois:
em cada um dos teus olhos
abro os meus, agora,
numa floresta de Avatares)
Movo-me novo
sobrevoando a vida
de repente so-
rindoriente
em teu jardim japonês!
quinta-feira, 9 de maio de 2013
O exército
de Kiev
E esta travessia é mais difícil que
a noite -
Estou içado
No fronte
(Sem vento)
(Sem vento)
Morno que há
na masmorra da alma. -
Durmo sem travessias,
Êmulo dos dias
Não há mais bandeiras
Qualquer coisa
É uma coisa
a menos
na masmorra da alma. -
Durmo sem travessias,
Êmulo dos dias
Não há mais bandeiras
Qualquer coisa
É uma coisa
a menos
ou mais
um Tiro!
domingo, 21 de abril de 2013
1993
Não verti em poemas senão as mágoas
Nem soube aparar as pontas desse destino
Deram-me um tiro na têmpora quando menino
E daquela água turva, crivando meus olhos pequenos,
[não me safei
Ainda percorro uma casa assustada e vazia.
E do pátio vem apenas uma saudade que
[funde um areal sangrento
Não há nuvem que condense a morte de alguém
Não há despejo dos olhos que termine
O carvão da vida vem e risca-te
uma parábola homogênea e putrefaciente:
- daqui pra frente vais morrer nos instantes.
Não tens por que doer por tanto, tanto
que não há razões, nem matéria, nem vocábulo
[de cura e perdão
Trago a ferida aberta do ser-humano - nem todo
Apalpo suas bordas e entoo o cântico,
rabisco o pérfido fantasma e o recorto em pranto
Ao final, vacilo em doçuras
eu lembro do que é mais perfeito nos homens
Eu toco as cordas de meu animal mais bonito.
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